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De forma fantástica, Pedro Shaw vence em Oschersleben, mas é Refkalefsky que bota uma das mãos na taça da Challenge.

De forma fantástica, Pedro Shaw vence em Oschersleben, mas é Refkalefsky que bota uma das mãos na taça da Challenge.

Largando da pole, Pedro não teve dificuldades para manter a ponta, sem ser incomodado por Adriano Max, que sofria grande pressão de Marcelo Mattos. Jeferson Richart e Leo Iscaro rodaram ainda na primeira volta e comprometeram a prova, enquanto Alan Akbar foi tocado por Márcio Xiru e foi parar no fim do grid. Elizeu Filho fez sua para ainda na segunda volta, o que o fez cair para as últimas posições. Em 4°, Gastão Veloso fazia uma belíssima corrida, abrindo uma boa vantagem para o pelotão intermediário, encabeçado por Júlio Cezar. Jonatan Richart, Sérgio Refkalefsky, Fábio Sakita, Johny Shaw e Xandy Victor lutavam de forma dura por posições.

Lá atrás, Jeferson Richart, Alan Akbar e Elizeu Filho buscavam abrir caminho, o que gerou uma bela briga quando Elizeu colou em Akbar e por diversas voltas tentou passar, sem sucesso. Jeferson perdia rendimento e ambos aproximaram, até que em uma briga direta entre os 3, Alan Akbar conseguiu a ultrapassagem em Jeferson Richart, que em seguida entrou nos boxes, cedendo a posição para Elizeu Filho. No bloco intermediário, várias trocas de posições eram feitas, enquanto lá na frente, Pedro Shaw continuava tranquilo, sem ser incomodando e virando volta após volta na casa de 1.39.baixo. Enquanto tudo isso acontecia, Sérgio seguia firme na 7ª colocação, nitidamente cadenciando o ritmo e pensando no campeonato.

Após os trabalhos de box, pouca coisa foi alterada nas primeiras posições, e Pedro Shaw seguiu firme para sua terceira vitória seguida na VPG Challenge. O pódium foi complementado por Adriano Max e Marcelo Mattos. Mas além da grande vitória de Pedro Shaw, quem comemorou mesmo foi Sérgio Refkalefsky que, trocando apenas os pneus dianteiros, roubou o 4º lugar de Gastã Veloso e conseguiu abrir 20pts de vantagem para seu companheiro de equipe, Adriano Max, e 34pts para o 3°, Pedro Shaw. Para ser campeão e admitindo-se que não hajam punições até o fim da temporada, Sérgio Refkalefsky precisa apenas de um 6° lugar na última prova. Já Pedro Shaw precisa vencer, se possível fazendo pole e volta mais rápida atingindo a pontuação máxima da prova, além de torcer para Sérgio Refkalefsky não pontuar e ser punido por alguma infração. Realmente, muito difícil.

Eu realmente poderia falar mais sobre a prova, uma bela prova, mas o desempenho do jovem piloto da Alliance GP Racing salta aos olhos. Preciso, rápido, constante e sem cometer erros. Na abertura do campeonato, em Brno, ele vinha com uma vantagem de 29s para o segundo colocado. Um problema em seu equipamento o fez abandonar a prova simplesmente faltando 4 curvas pro final. Em Valência, ele segurou uma turma de 7 carros por voltas à fio, mas não venceu. Em Abu Dhabi, voltou a ter problemas e não brigou pela vitória. Mas e Cleveland, os deuses do AV sorriram para Pedro Shaw. Azar de seus adversários, obviamente. O rapaz dominou a prova norte-americana, para 2 semanas depois vencer no Estoril de forma igualmente dominate e repetir a dose no circuito de Oschersleben, Alemanha e já figura em 3° no campeonato. Em uma opinião estritamente pessoal, vislumbro o jovem piloto como um dos melhores de toda a Liga, ao combinar velocidade, arrojo e precisão. Um pouco mais de cabeça na próxima temporada pode ser o ingrediente que falta para Pedro Shaw se tornar um dos “homens a serem batidos” na Liga VPG.

Mais um pouco dessa história e a decisão do campeonato você poderá acompanhar ao vivo pela Race Brasil no dia 29 de abril no circuito de Jarama, Espanha.

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