Em Dubai, na terra de Sheiks e Califas, quem reinou foi Marcelo Mattos. A disputa pela pole position entre os pilotos da VPG Special, em Dubai, serviu como aperitivo para o que se veria mais tarde na corrida sobre as areias do deserto nos Emirados Árabes, com os sete primeiros colocados dentro do mesmo segundo.
Marcelo Mattos percorreu os 5,39 km do circuito em 2:13.178 e garantiu o primeiro lugar no grid. Ale Laska completou a primeira fila com 2:13.233. O terceiro foi Fernando Rocha, com 2:13.250 tendo ao lado Gean Celso, com 2:13.705. Thiago Daisson abriu a terceira fila com 2:13.744 e Cacá Santos, com 2:13.768 largando ao seu lado. Jefferson V. Fernandes foi o sétimo, com 2:13.841 seguido por Henrique Saldanha, em oitavo, com 2:14.27. Daniel Daisson marcou 2:14.296 e ficou com a nona posição e Gleidson Silva, com 2:!4.320, o décimo entre 25 inscritos.
Luzes vermelhas apagadas e lá vão eles! G. Celso confirma as expectativas e faz outra das suas “largadas estilingue” em busca uma brecha (que não existia) entre Laska e o muro para tomar a primeira curva na frente. Mattos manteve a liderança e no meio do grid, a briga por posições comeu solta, com alguns toques e esbarrões que proporcionaram um passeio na grama de G. Silva, que resultou em um pneu furado.
Os quatro primeiros, Mattos, Laska, Rocha e Celso proporcionavam uma disputa de arrepiar até pêlo de camelo. Antes de completarem a primeira volta, Laska forçou a ultrapassagem sobre Mattos em uma curva e acabou tocando líder, que espalhou e perdeu terreno. Celso, que vinha na espreita, aproveitou e assumiu a liderança, com F. Rocha em segundo, H. Saldanha, que largara em oitavo e já em terceiro, M. Mattos em quarto, Thiago Daisson em quinto, A. Laska em sexto e Daniel Daisson em sétimo.
Destaque nas primeiras voltas para T. Jacob, que largando no meio do grid ocupava a sexta posição a partir da segunda volta.
Porém o dia era mesmo de M. Mattos. No início da 3ª volta deixou H. Saldanha para trás e espremendo o da direita, iniciou a 4ª volta 4,3 seg. atrás de F. Rocha, o segundo que levava 9 décimos do líder G. Celso. E para não dizer que não falei das flores, tinha disputa até por posição do 8º até o 22º posto. É mole ou quer mais?
Nas voltas seguintes é visível a perda de rendimento do líder G. Celso que lidera a custa de talento e experiência. Na 5ª volta, F. Rocha emparelha com ele no fim da reta e tenta a ultrapassagem, porém escorrega e G. Celso aplica-lhe um bonito “x” e reassumindo a liderança. Com a manobra, Rocha fica mais para Mattos, que o ultrapassa antes do complemento da volta.
A 6ª volta se inicia com G. Celso ainda em primeiro, M. Mattos em segundo, a 3,2 do líder, F. Rocha, em terceiro, H. Saldanha em quarto e T. Daisson em quinto, muito próximo. Disputa intensa pelo sexto lugar entre os pilotos P. Favoretto, D. Daisson e A. Augusto.
A partir da 6ª volta, M. Mattos parecia que tinha sob seu carro um tapete mágico, tão comum nessas bandas. A diferença que o separava do líder G. Celso era de 2,7 seg., na sexta volta e ao término da nona, de apenas 0,4 décimos com Mattos tentando a ultrapassagem em diversos trechos, chegando até a se colocar lado a lado com G. Celso no contorno de várias e várias curvas.
Juntos, abriram a 10ª volta e a diferença entre eles, se é que existia, era de um décimo de segundo. Porém G. Celso se manteve à frente neste giro. Na 11ª volta, entrou no box para sua parada e M. Mattos assumiu a liderança, com F. Rocha em segundo, T. Daisson em terceiro, A. Laska em quarto e A. Augusto em quinto.
Na volta 13 foi a vez de Mattos fazer se pit stop, porém entrou muito quente na área dos boxes e rodou, perdendo muito tempo para retornar. E lá se foi a liderança…
Na 15º volta G. Celso é novamente o líder, seguido de F. Rocha (+1,1 seg.), M. Mattos em terceiro (+3,2 seg.), A. Laska em quarto (+10,5 seg.) e T. Daisson em quinto (+11,6 seg.).
Duas voltas depois, a diferença de G. Celso para F. Rocha e M. Mattos, 2º e 3º é de 0,5 seg. e 1,6 seg., respectivamente, obrigando o líder a fazer um traçado defensivo para garantir sua posição. Novamente no fim da reta, F. Rocha se enfiou por dentro e assumiu a ponta para, curvas adiante, escorregar e permitir que G. Celso retomasse a liderança, trazendo junto M. Mattos, em segundo.
E assim foram, por algumas curvas, até que ao se aproximarem de uma curva de baixa velocidade, Mattos conseguiu um espaço que não existia e não houve como G. Celso impedir a ultrapassagem!
– SEN-SA-CIO-NAL – exclamaram os sheiks, califas, tuaregs e odaliscas presentes.
Nas duas últimas voltas F. Rocha e G. Celso brigaram pelo segundo posto até a bandeirada final, que acabou ficando com Rocha.
Depois de 50:08.504 seg., Mattos cruzou a linha de chegada em primeiro, com uma velocidade média de 140.9 km/h e percorrendo a distância de 117,755 km. O segundo foi F. Rocha, a 2,2 seg. do líder. Em terceiro, o bravo G. Celso, a 2,6 seg. atrás. Em quarto, A. Laska a 15,5 seg. O quinto foi T. Daisson, que levou 16,992 seg. do líder.
A melhor volta da prova ficou com A. Augusto, com 2:12.420 seg.
Depois da prova, um de nossos repórteres foi convidado para a comemoração da vitória na tenda da equipe Sparco Ghost Racer e quando foi embora, lá pelas cinco da matina, as odaliscas se esbaldavam nas danças do ventre. por Flavio Monteiro para Box 49 Produções. O VT da corrida pode ser assistido na integra clicando aqui.
Até o Grande Prêmio de Paul Ricard… a VPG te espera lá! |