Fantástica Spa propicia vitórias inéditas, e Cristian Rudnick fatura 3ª etapa da Challenge
Não teve pra ninguém. Espantando uma nuvem negra que teimava em pairar sobre sua cabeça, Rudnick venceu em Spa-Francorchamps com extrema autoridade. A prova começou de forma caótica, com muitos pilotos deixando seus ‘autógrafos’ nas muretas da Eau-rouge. Alan Akbar, que havia vencido a Light um dia ants na mesma Spa, ficou pra trás. Sérgio Refkalefsky foi outro ‘premiado’, junto com Marcelo Camarinha e, realmente, muitos outros. Um dos favoritos, Gean Celso, foi também jogado para trás, sendo obrigado a fazer uma corrida de recuperação em ritmo alucinante. Uma simples situação, uma grande definição. Entre os primeiros, Pedro Mega segurava a turma, enquanto Rudnick abria muito. Rudnick foi aos boxes tranquilamente, com mais de 10s a frente do segundo colocado. Enquanto Fábio Pra, Maikon Pinheiro e Jeferson Richart eram limitados, Gean Celso vinha atropelando a concorrência com um ritmo alucinante. Outro que se beneficiou dos acidentes e das disputas foi o surpreendente Ernesto Brock, que largou em último e, antes da metade da prova, já andava entre os 10 primeiros. Ne me quitte pas, Il faut oublier…Tout peut s’oublier… Ah Spa. Bélgica. Terra natal de Michael Le Brel, compositor e intérprete de uma das canções símbolo da música francesa, carregadíssima de drama, desespero, lamúrias e amor. ‘Ne me quitte pas’ fala de uma relação tempestuosa, que vai chegando ao fim sob o desespero de um homem, que pede para que os tempos de desentendimento passem, pois tudo pode e deve ser esquecido. Como a pista não absolutamente nada a ver com isso, muita gente teve a relação com Spa encerrada sem choro nem vela. 9 pilotos abandonaram dentre acidentados e sem combustível, com caso notório de prejuízo para Leonardo Sampaio e Fábio Sakita, que precisam procurar proteção divina urgentemente nessa temporada. Como diria Bezerra da silva: ‘Só a vi faca voar! Só vi a faca voar, voar, voar só vi a faca voar!’ O final da corrida foi eletrizante. Sérgio Refkalefsky tentava uma ultrapassagem sobre Jonatan Richart. os dois se enroscam pelos bigodes e Alan Akbar agradece as duas posições, chegando em 8º. Agora olha o calvário do sujeito: Sérgio fica sem combustível na última curva. Não é de lascar?! Já Fábio Pra vinha feito uma égua doida pra cima de Pedro Mega, que sofria muito com perda de desempenho de seu carro. Fábio colou e passou a pressioná-lo de forma bastante incisiva. Trocaram posições algumas vezes. Quem, de novo, se beneficiou disso? Gean Celso. O rapaz já vinha em 4º, embutido na briga à sua frente, esperando uma sobrinha. E ela veio. Na´bus stop, Fábio Pra e Pedro Mega emendam os bigodes e Gean coloca o carro pelo lado da briga, alcança o 2º posto, contorna a Le Source e finaliza uma vigorosa corrida de recuperação com um belo 2º lugar. Pedro Mega fechava o pódium com Fábio Pra em 4º. A classificação ficou apertadinha. Com a regra dos descartes, cada piloto pode eliminar seu pior resultado. Isso embola tudo. Aplicando o descarte, Rudnick lidera com 62pts, seguido de perto por Gean Celso com 59pts e Pedro Mega com 56pts. Por equipes, a Sinister continua liderando folgada com 164pts, seguida pela Knights Motors Team com 84 e pela taurus Motorsports, que vem com 38pts. A próxima etapa da VPg Challenge ocorre dia 8 de julho no circuito de rua de Las Vegas, EUA. Cuidado com os muros e até lá! O VT da corrida pode ser conferido clicando aqui. |